Maricá! Mostra a Tua Cara! - Fotos do espetáculo
quarta-feira, 20 de abril de 2016
quinta-feira, 9 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Maricá! Mostra a
Tua Cara!
O futuro nós
planejamos, o presente construímos agora,
mas o passado é a
nossa maior certeza.
A Cia.Vida de Teatro e Dança
–chancelada em 2010 como Ponto de Cultura “Arte e Cultura Para Todos” pela
Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro e Ministério da Cultura,
apresenta nos dias 16, 17, 18 e 19 de outubro o espetáculo “Maricá! Mostra a Tua Cara!, no
Salão de Festas do Esporte Clube Maricá.
Com um elenco de 38
artistas, todos estudantes de Teatro e Dança e alguns arte educadores do
projeto “Arte e Cultura Para Todos”, A Cia. Vida pretende resgatar valores
artísticos culturais da cidade de Maricá através de uma viagem ao passado e as
raízes do povo Maricaense.
Resultado de uma
pesquisa de campo realizada pelo próprio elenco e direção do espetáculo, “Maricá! Mostra a
Tua Cara! vai retratar a vida, os hábitos e
costumes do povo mais simples e humilde dessa cidade, tendo como tônica a
riqueza em belezas naturais.
O espetáculo tem
texto e direção de Marilia Danny, cenário de Antonio Nonato e a participação
significativa dos alunos do projeto Arte e Cultura Para Todos e a sociedade
cultural e artística, sem a qual não teríamos conseguido chegar ao resultado
esperado.
Além de ser um
espetáculo que coroa de êxito nossa vivência como Ponto de Cultura, é também um
ato de gratidão a essa cidade que acolheu a Cia. Vida de Teatro e Dança, desde
a sua fundação há 10 anos atrás, sempre prestigiando nossas atividades e
espetáculos.
Produção
Cia. Vida de Teatro e Dança
Telefones de
Contato: 26385301
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
App da Cia Vida para Smartphone Android
A Cia Vida de Teatro e Dança agora tem App para android que disponibiliza com facilidade acesso ao Blog oficial da Cia, a página do facebook e ao canal de videos do Youtube. Basta posicionar a câmera do seu Smartphone em frente ao código QR ou acessando ao link da imagem pelo navegador do seu celular.
No momento a versão Beta 1.0 do App da Cia Vida só está disponível para Android em todas as suas versões, mas para insta-lo em seu aparelho é preciso liberar autorização para aplicações "não market" no seu aparelho. É bem simples, basta acessar:
- Configurações;
-Aplicações;
-(Selecionar a opção) Fontes desconhecidas.
Após a instalação a opção de Fontes desconhecidas pode ser desmarcada novamente sem afetar no funcionamento do aplicativo.
(É necessário tem um aplicativo de leitura de código QR no seu celular para baixar o App da Cia através da câmera.)
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Identidade - 2011
O Espetáculo teatral identidade foi apresentado pela Cia Vida no ano de 2011, montado e dirigido por Marilia Danny, com coreografias de Paulo Ernani e corpo de professores. O Espetáculo contou com a participação de mas de 120 artistas no elenco, variados entre bailarinos e atores, e teve como tema a "identidade" ou estrada pessoal de cada um dos artistas protagonistas do espetáculo.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
"O Quebra nozes - A Fábula"
Em dezembro de 2012 a Cia Vida de Teatro e Dança apresentou com todo o seu corpo artístico o espetáculo "O Quebra Nozes - A Fábula" Dirigido e adaptado por Paulo Ernani, bailarino do teatro municipal do Rio de Janeiro na Cidade de Maricá, agora a Cia Vida apresenta os melhores momentos desse magnifico trabalho em DVD vídeo como produto do Ponto de Cultra "Arte e Cultura para Todos", disponível em edição Simples e Especial.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Aconteceu!
O Rapto da Bailarina
Aconteceu em duas temporadas de casa cheia o espetáculo "O Rapto da Bailarina" na própria Cia Vida de Teatro e Dança. O trabalho foi realizado pelo até então "Circulo de Teatro" (Grupo compostos por estudantes de teatro da Cia Vida e dirigido por Alisson Jardel (Sócio fundador e ator da Cia Vida).
quinta-feira, 15 de março de 2012
Aconteceu
Horácio
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| Horácio |
“Explica minha conduta àqueles que duvidem, Horácio”
Com essa fala de Hamlet, Horácio passa a contar para a eternidade a história do príncipe da Dinamarca. Explorando as principais relações entre os personagens da tragédia de Shakespeare, a montagem busca o diálogo entre um clássico da dramaturgia e as linguagens cênicas contemporâneas.
Horácio anuncia à plateia que concordou em contar a história de seu amigo Hamlet, através dos atores ali presentes, que podem interpretar mais de um personagem da tragédia. A partir daí, a história de Hamlet se desenrola, começando pela aparição do espectro de seu pai, que vai até o príncipe para pedir que ele vingue seu assassinato. A desconfiança de Hamlet em relação à denúncia do fantasma o leva a se fingir de louco para comprová-la, perseguindo o atual Rei da Dinamarca – seu tio e, agora, marido de sua mãe. Com esse objetivo, o príncipe resolve encenar uma pantomima que representa as condições da morte narradas pelo fantasma. Após a encenação, as suspeitas de Hamlet se confirmam e suas ações o levam a um desfecho trágico.

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Algumas fotos da temporada de HORÁCIO no Teatro Glaucio Gill (Copacabana, Rio)
Texto – William Shakespeare
Tradução e Adaptação – Grupo TARJa
Direção – Márcio Vito e Larissa Siqueira
Elenco – Felipe Sut, Ian Capillé, Lorrana Mousinho, Luísa Reis, Luiz Phillipe Tavares, Rodrigo Reinoso, Tainá Louven e Thiago Monte
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Em breve!
Identidade! (Segunda Temporada)
Após uma serie de repaginações, adaptações e modificações, sai o primeiro cartaz da nova temporada de "Identidade", espetáculo sob a direção de Marília Danny com o elenco de atores e bailarinos da Cia Vida. O Espetáculo sofreu uma serie de alterações e contará com a apresentação de novas cenas e coreografias além da limpeza e refinamento dos quadros anteriores.
Após uma serie de repaginações, adaptações e modificações, sai o primeiro cartaz da nova temporada de "Identidade", espetáculo sob a direção de Marília Danny com o elenco de atores e bailarinos da Cia Vida. O Espetáculo sofreu uma serie de alterações e contará com a apresentação de novas cenas e coreografias além da limpeza e refinamento dos quadros anteriores.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Aconteceu!
I
Identidade
Clique aqui para ver fotos dos ensaios!
Identidade
Depois de sete anos de trabalho preparando jovens para arte da interpretação e dança, apresentamos a montagem “Identidade”, um espetáculo que apresenta a síntese de todas as nossas expressões artísticas e suas vertentes.
“Identidade”, um número que nos classifica no planeta ou a verdade sobre nós mesmos? Sob essa temática, cada participante tem algo a dizer sobre si mesmo, que o identifica, que o caracteriza. Algo muito especial que o torna único, mesmo estando entre tantos.
“Identidade”, de ideais, de posturas diante da vida, de escolhas, do que se quer ser, do que se quer fazer, e principalmente do tipo de arte que escolhemos para as nossas vidas.
O espetáculo reuniu aproximadamente 140 pessoas, o dobro do espetáculo “Tangos e Boleros”, encenado em 2008 e 2009 e assistido por mais de 800 pessoas.
A grande novidade de “Identidade” é que foi encenado em casa. A CiaVida – EmCena é um espaço alternativo com uma platéia de 60 pessoas, 45 refletores, mesa de som e luz de primeira qualidade. Grande parte desse material adquirido com o apoio da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, uma vez que a Cia. Vida tem a titularidade de “Ponto de Cultura” pelo projeto “Arte e Cultura Para Todos”, também apoiado pela Viação Nossa Senhora do Amparo, Lonart e Mr. Mônaco.
“Identidade”, foi uma montagem surpreendente, digna de ser vista, apreciada e prestigiada por quem entende que fazer arte e cultura é valorizar, primeiro, "a prata da casa".
CiaVida – EmCena
Rua Roberto da Silveira, 152 – 2º andar
Em Frente ao Terminal Rodoviário Jacintho Luiz Caetano
Dias: 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de dezembro às 20h
Produção: Cia. Vida de Teatro e Dança – 21 – 2638 9301
Clique aqui para ver fotos dos ensaios!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Depoimento de Elaine Mayerhofer
Depoimento dado pela bailarina profissional Elaine Mayerhofer durante o período em que esteve no Brasil e conheceu a Cia Vida de Teatro e Dança.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Aconteceu
Con mis pies en tu tierra
No mês de agosto foi apresentado na Cia Vida o Espetáculo "Con mis pies en tu tierra", Monólogo apresentado pelo grupo de teatro colombiano El Baul, escrito e dirigido por Jorge Romero e interpretada por Catherine Gutiérrez, ambos mestres em artes cênicas. As apresentações foram impecáveis, e o bom astral e a humildade do grupo garantiram a casa cheia. Ótimo trabalho!
Cia. Vida recomenda!
COM MIS
PIES EN TU TIERRA
Um espaço por onde
passeiam palavras e ações de uma jovem que pede ajuda, que julga e que chama a
seu pai, quem deixou-a para procurar um trabalho longe da vereda, uma jovem que ficou sozinha
tentando proteger toda sua herança ancestral que se reduziu a uma pequena
parcela de terra ameaçada pelos interesses de outros.
Neste espaço as
imagens dialogam com temas como a opressão, a pobreza e sobretudo o
deslocamento, que não somente costuma ser ocasionado por grupos terroristas
senão também por multinacionais, monopólios
e poderosas empresas que se converteram nos senhores da terra contemporâneos.
A ideia central desta
obra parte de alguns textos de Patrícia Suarez e Pablo Neruda e da pictografia
de Oswaldo Guayasamin; as ações emergem entre cantos, danças, signos e imagens
que envolvem ao espectador e o conduzem até uma paisagem andino desde onde
poderá criar uma nova e própria perspectiva da situação de quem vive nos
sectores rurais.
“Con mis Pies en tu
Tierra” é também uma homenagem às pessoas e aos povos respeitáveis que nos ensinaram
a resistir com dignidade as furiosas investidas do que atualmente chamamos
“civilização”, suas novas maneiras de colonizar e seu mau conceito de evolução
que hoje devemos pelo menos questionar parcialmente.
Confira um trecho do espetáculo acima!
Cia. Vida recomenda!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Aconteceu
Lembranças de Outras Vidas
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| Priscila Danny, Paulo Ernani e Marilia Danny |
Durante o mês de julho de 2012 esteve em cartaz o espetáculo "Lembranças de Outras Vidas", que em uma temporada especial comemorou seus 20 anos de trajetória inaugurando a sala de espetáculo alternativa da Cia Vida de Teatro e Dança
Cia Vida recomenda!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Aconteceu
Festa de
Natal – Colcha de Retalhos
Durante o mês de dezembro a Cia.
Vida apresentou em Maricá seu espetáculo de fim de ano, o “Colcha de Retalhos”. Espetáculo
este que contou com a participação de mais de cinqüenta e seis artistas, entre
eles alunos e professores das diferentes turmas de artes da Cia, e foi
prestigiado por mais de trezentas pessoas. O espetáculo trata-se de uma festa
de natal, onde vários personagens de diferentes espetáculos da Cia Vida se
encontram para prestigiar as diversas apresentações de teatro e dança, sempre transmitindo
mensagens de fé, esperança e valores morais, com muito humor, carinho e
bastante arte.
Para ver mais sobre o espetáculo,
como, ficha técnica, elenco e as fotografias basta clicar no link abaixo.
Para ver as fotos do espetáculo clique aqui!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Aconteceu
O espetáculo "7 Chaves para um Sonho"
Durante o mês de outubro, esteve em cartaz o espetáculo “7 Chaves para um Sonho” escrito por Marília Danny e Ederson Porto, baseado na obra de Maria do Amparo Caetano, o livro “Jacinto Luis Caetano – 100 anos de História”. O espetáculo contou como elenco os atores da Cia vida de Teatro e Dança e alguns dos músicos da orquestra da Viação Nossa Senhora do Amparo, que sobre a direção de Marília Danny, realizaram as apresentações em um espaço bastante diferente e original, uma lona de circo montada na garagem da empresa de ônibus. De formato bem simples, o espetáculo apresentou ao seu publico a história de Jacinto Luis Caetano, idealizador e fundador da Viação Nossa Senhora do Amparo, unindo as linguagens: teatro, circo e música.. Em suas 15 apresentações o espetáculo contou com um publico de mais de mil e oitocentas crianças. O objetivo do espetáculo era incentivar as crianças a participarem do Concurso de Redação que a Empresa promove todo o ano. O tema era "Como fazer para realizar um sonho", e a vida de Jacintho luiz Caetano estava repleta de informações a esse respeito. O sucesso já estava garantido pelo protagonista.
Em breve estará disponível um breve resumo do trabalho, que é uma pequena parte do projeto de pesquisa proposto pela Cia Vida como um dos seus objetivos enquanto Ponto de Cultura na cidade de Maricá, para a montagem do espetáculo “Maricá Mostra a sua Cara”.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Karate Kid 2010 e o Kung Fu
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| Equipe Simbolus e Equipe Cia. Vida |
No sábado do dia 3 de setembro, os alunos da turma de Kung Fu da Cia. Vida, em conjunto com os alunos de Kung Fu da academia Símbolus, foram ao cinema em Niterói para assistir ao novo filme de Artes Marciais “ Karate Kid 2010”. A excursão contou com a coordenação do Mestre Leandro Cardoso e os alunos estiveram sob a supervisão dos instrutores Ederson Porto e Raphael Constantino. O filme trata-se de uma remontagem do original ‘Karate Kid’ de 1984, porém com elenco 100% renovado e com alguns fatos do filme alterados como por exemplo, o fato de que o garoto que protagoniza o filme (antigo Daniel San) ao invés de aprender o Karate, como no filme original, ele é levado a China, onde aprende as técnicas do tradicional Kung Fu, para se livrar de alguns valentões que o persegue durante todo o filme.
O filme conta com a participação de Jaden Smith (filho do ator de cinema Will Smith) no personagem de Andrew e do ilustre ator de filmes de luta, Jack Chan no papel do zelador Han (atigo personagem do imortal senhor Miag).
A Cia. Vida recomenda!
Aproveitando o assunto segue abaixo uma matéria sobre o Kung Fu, publicada no jornal ‘Culturaarten’ de Maricá no mês de julho deste ano, por um dos nossos sócios fundadores, Ederson Porto;
O KUNG FU
O Kung Fu surgiu na China por causa da necessidade dos monges Shaolins se defenderem de ladrões e saqueadores que freqüentemente invadiam os templos e violentavam os monges que nele habitavam. Unindo uma ginástica indiana ensinada por um monge peregrino chamado Bodhidharma aos movimentos de diferentes animais, os shaolins criaram o mais complexo sistema de auto defesa conhecido, o Kung Fu Shaolin. Hoje em dia, existem catalogados mais de cinco mil diferentes estilos de Kung Fu em todo o mundo e seus exercícios e técnicas mudam de acordo com o local em que são praticados, animais nos quais as técnicas se baseiam e as metodologias de aplicação de seus mestres. Entretanto, as tradições, principais técnicas, cultura e ideologias são as mesmas em todos os estilos de Kung Fu e é isto que os mantém unidos, tornando o Kung Fu uma das artes marciais mais praticadas no mundo.
Além da sua principal característica como forma de defesa (com mãos livres ou armas brancas como espadas, facas e bastões), o Kung Fu possui muitos outros valores, que vão desde a sua prática pedagógica como instrumento de ensino-aprendizagem a modalidade esportiva de nível olímpico, além é claro do seu valor histórico, artístico e cultural, que tornam essa arte uma herança de valor inestimável para a humanidade.
sábado, 7 de agosto de 2010
O Risco nas artes cênicas
É muito comum enquanto assistimos a um espetáculo teatral ou um numero circense nos pegarmos de boca aberta, unhas cravadas nas poltronas e com o coração batendo a mil enquanto os artistas em palco realizam movimentos inesperados, saltos potencialmente mortais ou gestos acrobáticos que desafiam as leis da física. Isto acontece porque a ação que está acontecendo no palco faz com que venhamos a nos sentir fora do lugar comum, enxergamos os artistas realizando feitos incomuns enquanto em cena e nos imaginamos em seus lugares, logo temos a impressão de sentir as mesmas sensações que eles, como vertigem, medo, adrenalina, etc. Um dos principais motivos é o fato de o artista em cena conseguir realizar coisas que as pessoas normalmente não conseguem fazer. O artista de circo anda na corda bamba, salta de um trapézio ao outro, lança facas na direção de outra pessoa e é lançado de canhões como verdadeiros homens bala. O ator enquanto representa faz movimentos inesperados com seu corpo e vive situações extremas em cena: morre, nasce, se apaixona, vive outras vidas e faz coisas que normalmente seriam impossíveis. O mesmo acontece com outras modalidades de arte como a dança, por exemplo, os bailarinos saltam dão piruetas, rolam no chão e carregam uns aos outros desafiando as leis da gravidade. Tudo isso, embora muitas vezes venha cercado de uma atmosfera mística, é na verdade resultado de muito treino, dedicação e estudo, através de métodos seguros e muitas vezes científicos.
Os atores, enquanto em treinamento, dedicam horas de treinos extenuantes, se movimentando de formas diferentes, estudando a fundo a relação do seu corpo com o meio ao seu redor, com as pessoas que o cercam e também a relação que tem com seu próprio corpo. O mesmo acontece com os bailarinos que investem horas de estudo dos seus movimentos para reproduzi-los com perfeição dentro de um corpo de baile, ou mesmo enquanto solo, executá-los com vigor interpretativo. Inevitavelmente o publico sensível aquela arte vem a sentir-se impressionado, comovido ou até mesmo incomodado como trabalho apresentado pelo artista em cena. Talvez seja este um dos motivos que desde o período da Grécia antiga motiva as pessoas a encher os teatros até os dias de hoje, para apreciar o empenho destes artistas, sair do lugar comum e nos encontrarmos de olhos arregalados e unhas cravadas nas poltronas.
Por: Ederson Porto
domingo, 20 de junho de 2010
Aconteceu
Espetáculo S. Contos de Tchekhov
No ultimo sábado dia 12 de junho, os sócios fundadores Ederson Porto, Alisson Jardel e Carolina Mello estiveram na UniRio para prestigiar o trabalho do ator e também sócio fundador da Cia Vida, Bruno Henríquez, na apresentação teatral de ‘S. Contos de Tchekhov’, trabalho desenvolvido por alunos e professores do curso de artes cênicas da universidade. O espetáculo que tem concepção e direção de Marcela Andrade, foi montado a partir de partes de sete contos de Anton Tchekhov, escritor russo que viveu de 1860 a 1904. Para a montagem foram escolhidos textos e imagens que foram recortados, combinados e transformados de forma que livremente misturam a literatura com teatro. O trabalho que levou cinco meses em processo de montagem estará em cartaz de 10 a 22 de junho de 2010, na Sala Paschoal Carlos Magno (Palcão) da escola de teatro da UniRio (Urca, Rio de Janeiro). A entrada é franca e a Cia Vida recomenda.
Por: Cia Vida
Foto: Roberta Dittz
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Aconteceu
Nos dias 29 e 30 de maio, aconteceu o 15º acampamento para exame de faixas das turmas de Kung Fu no Camping Fazenda Maricá, na cidade de Maricá (RJ) sob as instrução e coordenação do Instrutor Mestre e professor de Educação Física Leandro Cardoso. Esta última edição do acampamento contou com a participação de onze artistas marciais, entre eles os sócios fundadores Ederson Porto (Instrutor Faixa Preta responsável pela modalidade na Cia vida) e Paulo Ernani (Bailarino do Teatro Municipal e faixa laranja na turma de Kung Fu da Cia Vida). Sendo Paulo o diretor técnico do setor de dança da Cia Vida, ele demonstrou confiança e credibilidade no trabalho desenvolvido pelos coordenadores do Kung Fu Sheng Chuan de Maricá ao autorizar que seu filho Lucas Danny de quinze anos (também faixa laranja da Cia Vida) participasse das atividades no acampamento. Além do aperfeiçoamento das técnicas de luta e da avaliação de conhecimento e disciplina, os participantes do camping puderam contar com a instrução de técnicas de sobrevivência, arvorismo, trabalho cooperativo e circuitos de exercícios de resistência. Apesar da dificuldade das diversas atividades às quais foram expostos, como acordar de madrugada para treinar, fazer revezamento em rondas noturnas, ter alimentação racionada e responder a uma série de códigos hierárquicos, todos os alunos submetidos ao teste foram aprovados. Parabéns aos alunos da Cia Vida e da academia Simbolus que trabalharam em cooperação para mais uma conquista.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Aconteceu
Corujão da Poesia e da Música
No dia 24 de maio, aconteceu no ‘Botequim Conversa Fiada’ em Niterói mais um corujão da poesia, evento este, que acontece quinzenalmente em Niterói. Sendo o evento um ponto de encontro entre diversos artistas, músicos e poetas, não era de se espantar que a Cia Vida estivesse presente. Compareceram ao Corujão os sócios fundadores Priscila Danny, Ederson Porto, Carolina Mello e Alisson Jardel. O Corujão de Niteroi conta com um palco livre onde os presentes podem demonstrar suas performances artísticas através da música e da interpretação de poesias e obras literárias. Os presentes puderam prestigiar entre diversos artistas, o trabalho de Priscila Danny e Roberta Dittz, que tratou-se de uma excelente interpretação dos versos “Pela força dos movimentos no tempo” e "Apontes", compostos por Priscila acompanhada da composição musical "Novo Canto" de Roberta ao violão. Os demais artistas presentes aplaudiram de pé.
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Por Cia Vida
foto: Vitor Vogel
Aconteceu
Aniversário da Cia. VIDA de Teatro e Dança
No dia 21 de abril aconteceu no Restaurante Maria do Céu (Maricá, RJ) a festa em comemoração aos cinco anos de aniversário da Cia. VIDA de Teatro e Dança com muita música e apresentações de trabalhos realizados pelos alunos e professores. Sendo um sucesso, o evento pôde contar com a presença de mais de duzentas pessoas entre elenco e expectadores, que assistiram à apresentação da peça “Vida de Circo”. O trabalho, preparado especialmente para a comemoração, relata os cinco anos da Cia. de forma divertida e humorada, sob a ótica de palhaços que utilizam diversos elementos da cultura circense, como a perna de pau, o malabarismo e as acrobacias em tecido. Os presentes puderam assistir também às cenas gravadas em DVD do espetáculo “Tangos e Boleros” em um telão, e a uma das coreografias do espetáculo apresentada ao vivo no meio do salão de dança do restaurante. As crianças também marcaram presença com uma bonita apresentação de dança coreografada pela professora e sócio fundadora Patrícia Paes, representando o valor da leitura na infância. Ao final da festa, os convidados assistiram às coreografias da turma de Dança de Salão, coordenada pelo Prof. Moreira, e em seguida aproveitaram para dançar também. Dentre os convidados, contamos com a presença de Geo Britto, coordenador do Centro do Teatro do Oprimido no Rio de Janeiro.
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Por Cia Vida
foto: Guilherme Muniz
terça-feira, 13 de abril de 2010
Perna de Pau
Dando continuidade ao assunto abordado na ultima matéria (tecido acrobático), falaremos este mês sobre outra modalidade circense bastante antiga conhecida como “Perna de Pau”, que a alguns séculos vem transformando pequenos em gigantes.
O termo “perna de pau” que no meio popular é conhecido como uma forma de se chamar aquele que não tem intimidade com a bola (termo usado normalmente no futebol), no meio circense serve para dar nome a uma modalidade e conseqüentemente ao aparelho usado para a mesma.
A perna de pau (aparelho) baseia-se em uma estrutura de madeira ou metal com apoios para os pés onde o seu praticante pode além de apoiar os pés segurar-se em uma extensão do próprio aparelho (mais fácil) ou uma outra versão da perna de pau onde além do apoio para os pés existe uma presilha ou velcro que prende o a perna de pau a perna do seu praticante não tendo a extensão para que o mesmo a segure com as mãos (mais difícil).
Durante as tardes de sábado do mês de Abril, alguns alunos da Cia. Vida de Teatro e Dança aprenderam a andar e a praticar o uso da perna de pau na praça Orlando Barros Pimentel no centro de Maricá, sobre as orientações do professor de educação física e também estudante de teatro, Alisson Jardel, que também ensinou os alunos a produzirem suas próprias pernas de pau em uma oficina de montagem que aconteceu minutos antes dos alunos irem para o estudo da pratica na rua.
A pratica da perna de pau além de ser muito divertida, é uma excelente maneira de se exercitar de forma lúdica, trabalhando principalmente o equilíbrio, a coordenação motora, o ritmo, a noção espaço temporal a e a consciência do próprio corpo e seus movimentos.
Para mais informações sobre este e outros eventos visite o site: www.ciavida.com.br
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Por Ederson Porto
foto: Cia Vida
terça-feira, 30 de março de 2010
O Tecido Acrobático
Este mês o blog vem para falar sobre um arte muito comum no meio circense: O tecido acrobático. Para quem ainda não conhece, o tecido acrobático trata-se de uma tira larga e comprida de tecido que é dividido ao meio exatamente no ponto em que é fixado ao teto ou (dependendo do lugar em que for praticado) em uma estrutura de metal móvel, dessas usadas dentro dos circos, possibilitando que ela seja desmontada para ser transportada de um lugar para o outro. Originalmente um dos principais tecidos utilizados para esta pratica era a seda, mas hoje são utilizados diversos tipos de tecidos sintéticos ou de algodão. O importante é que além de bonito, por questão de segurança, o tecido tem de ser capaz de suportar no mínimo quatro vezes o peso do seu praticante.
Existem diversas teorias sobre a origem dessa modalidade, a mais antiga e baseada é baseada em desenhos esculpidos em vasos chineses supostamente feitos por volta do ano 600 d. C. onde pessoas realizavam movimentos penduradas em tecidos. Já a teoria mais recente diz que esta pratica surgiu em Berlim (Alemanha), dentro dos cabarés de luxo onde os artistas demonstravam-se pendurados em cortinas.
Independente a sua origem, fato é, que cada vez mais as acrobacias em tecido tem ganhado um espaço notável, não só no circo contemporâneo, mas também em danceterias, festas, espetáculos teatrais e na televisão. Seja por uma questão artística ou simplesmente recreativa, as acrobacias com o tecido trazem muitos benefícios para seu praticante como ganho de força, flexibilidade, agilidade, coordenação motora, consciência corporal. Apesar de algumas acrobacias serem apresentadas a vários metros de altura, para o iniciante o aprendizado começa a apenas um metro do solo. Quem quiser ver um pouco da movimentação básica desta modalidade poderá assistir o espetáculo ‘Vida de Circo’ que será produzido pela Cia. vida de Teatro e Dança apresentado no mês de abril no evento "Arte em Cena" em comemoração ao aniversario da companhia. Este espetáculo faz uma retrospectiva dos trabalhos apresentados nos ultimo cinco anos da companhia, onde as historias são contadas por palhaços de uma forma bem divertida e humorada. Quem se interessar pode procurar a Cia. Vida para mais informações.
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Visite também o site: http://www.ciavida.com.br/
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Postado por: Ederson Porto
foto: Cia Vida
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Teatro... Mais que uma arte, uma ferramenta para o ser humano.
Está enganado aquele que acha que aulas de teatro só servem para quem pretende ou sonha em ser um ator! Muito pelo contrario. Arrisco-me a dizer que é muito pequena a porcentagem de pessoas que estudam ou estudaram teatro e seguiram ou pretendem seguir carreira como atores. Bem, mas então para que serve um curso de teatro? A resposta é obvia embora não seja muito simples: para aprender a interpretar! Quando digo “interpretar” não me refiro diretamente a imitar ser alguém que não se é, mas sim a entender a arte da interpretação como um todo. Começamos primeiro por entender o que acontece durante as aulas de teatro e depois pensar em como aproveitar os benefícios que estes novos ensinamentos podem nos trazer como seres sociais. Só depois disto então (o que normalmente leva bastante tempo) poderemos pensar em como utilizar estes novos conhecimentos de forma artística nos palcos ou nas telinhas.
Para começar devemos nos lembrar que a principal ferramenta de comunicação do ator é o seu próprio corpo. É através dele que nós nos comunicamos com o mundo exterior, não me refiro somente à voz (que é emitida por músculos nas cordas vocais e por tanto também pode ser treinada), mas principalmente pelo corpo como um todo. Isto mesmo, um corpo pode falar mais que mil palavras. As nossas expressões corporais são resultados de uma série de fatores psicomotores, que quando estimulados, expressão através da linguagem corporal os nossos sentimentos e emoções. Por exemplo: já percebeu que quando estamos exaustos e nos sentamos, quase que inconscientemente tomamos uma postura curvada, ficamos ofegantes e nossa musculatura toma uma expressão de cansaço. Ou quando acabamos de acordar e nosso corpo tem um aspecto de moleza ou flacidez a ponto de alguém nos olhar e dizer “tire a cama das costas”, porque está nítido em nosso corpo e no nosso rosto o que de fato está acontecendo: nós acabamos de acordar.
O ator é aquele capaz de organizar e controlar a relação corpo-mente, a fim de transmitir idéias, sentimentos e emoções. No entanto essas faculdades se encontram inicialmente em um nível psíquico e precisam ser transmitidas ou expressadas, e é ai que o nosso corpo entra em questão. É ele o responsável por transmitir todas as emoções e idéias que se encontram em nossa mente. Para o ator, o corpo é o seu principal instrumento de comunicação com publico.
Em resumo, as intenções e emoções são criadas em nossa mente, e expressadas no nosso corpo. Quando praticamos as aulas de teatro desenvolvemos a consciência corporal (consciência do seu próprio corpo e dos seus movimentos). É através dela que aprenderemos a controlar uma habilidade psicomotora chamada de tonicidade muscular, e é esta habilidade que define a tensão dos músculos responsáveis pelas posturas e expressões do nosso corpo.
Nas aulas de teatro aprenderemos a assumir posturas, não só as posturas corporais, mas as posturas que devemos tomar em diversos momentos da nossa vida como: espírito de liderança, consciência de trabalho em equipe, autoconfiança entre outras qualidades que são uma ferramenta poderosa para o ser humano bem colocado na sociedade. Além disso, o teatro desenvolve uma série de qualidades, tais como velocidade de raciocínio, capacidade de memorização e o desenvolvimento do intelecto artístico, histórico e cultural do seu estudante. Sendo assim, o teatro é muito mais do que uma arte, ele é uma verdadeira ferramenta para a formação de um ser humano melhor.
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Postado por Ederson Porto
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Arte Marcial e Teatro ambos uma forma de interpretação e expressão
Segundo Yoshi Oida (ator e escritor japonês) em seu livro ‘’O Ator Invisível“, a arte da interpretação caminha lado a lado com as artes marciais. Para ele, tanto ator como artista marcial têm de seguir com os treinamentos físicos de forma disciplinada e aplicada e ambos têm de estudar diferentes formas de artes como canto, dança, artesanato e, principalmente, as diferentes situações em que se encontrariam: a tensão de um combate ou de atuar.
Estas comparações podem ser explicadas de maneira bem simples. Segundo os grandes mestres de Kung Fu, não existe artista marcial que não seja inteligente. Ele pode ser mal treinado ou não estar maduro o suficiente, e não saber como pensar em determinadas situações; mas um experiente e bem treinado “Artista Marcial” de fato saberá como agir e pensar independente da situação em que se encontre.
Com o ator não é muito diferente: ele deve ser capaz de agir e pensar de maneira rápida e sagaz enquanto estiver nos palcos ou aguardando nas coxias; deve ser capaz de perceber, mudar de planos e tomar a atitude mais coerente nos palcos quando alguma coisa não sair como havia sido planejado durante os ensaios.
Os antigos samurais (guerreiros imperiais do Japão antigo) priorizavam a “limpeza”. Não só a limpeza física (do espaço ou do corpo), mas principalmente a limpeza da mente e do movimento, a concentração total e a perfeição alcançada nos mínimos detalhes. Isto só se alcançava com muito treinamento e principalmente com a prática incansável da repetição. O treinamento físico do ator não é muito diferente: é necessário muita dedicação e determinação para atingir os níveis de perfeição e precisão de movimento que o ator precisa a fim de expressar-se com verdade durante a atuação.
Tanto a arte marcial quanto a arte da interpretação são baseadas principalmente na busca do auto-conhecimento e do desenvolvimento interior, uma vez que é necessário gerar mudanças internas e externas para ambas as artes.
Nas camadas mais profundas da conscientização corporal, temos uma série de fatores psicomotores que interferem diretamente no controle das nossas expressões. Quando bem treinados e com um nível de alta concentração, o ator se torna capaz de falar sem emitir palavras, mover-se sem movimentos, calar-se sem silêncio.
O ator, assim como o artista marcial, trabalha a vida toda em busca do aperfeiçoamento técnico e da fluidez psicofísica. Isto requer uma grande habilidade e prontidão, mantendo assim sua interpretação sempre viva.
Flexibilidade do corpo e da mente, força física e espiritual, capacidade de ler o outro apenas pelo corpo assim como a de se comunicar com apenas um simples olhar, são características e qualidades que ambos, ator e artista marcial possuem quando atingem o auge do seu treinamento.
Entendemos, assim, que duas artes distintas podem ter suas semelhanças. Embora haja diferentes formações e gêneros de atores e artistas marciais, aqueles que estudam a arte como um todo, chegam mais perto de encontrar um ponto de interseção entre elas, e percebem que, acima de tudo, todas as artes (plásticas, dança, música, etc) estão ligadas, unidas, e complementam-se umas às outras.
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Postado por Ederson Porto
foto: Cia Vida
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O Homem na Dança
Está matéria vem para falar sobre a importância da figura masculina na dança e logo de inicio ressaltar o grande preconceito que o universo da dança sofre do próprio publico masculino quanto a sua prática, devido ao triste estereótipo de que todo bailarino ou dançarino é ou tem tendências homossexuais.
Como professor de educação física, professor de artes marciais e estudante de Ballet Clássico, já escutei comentários do tipo “Bailarino! Isso não é coisa de homem!”, ou coisas como “Eu, no máximo, sou dançarino! Porque vou para a boate dançar”. E outros tantos comentários, que além de absurdos são completamente preconceituosos.
Vamos começar por definir os termos: o que é um dançarino e o que é um bailarino. Grosso modo, não existe muita diferença entre um ou outro, se procurarmos no dicionário, que diz ser bailarino o homem que dança por profissão e dançarino, aquele que dança por ofício; ou seja, a mesma coisa. Porém, segundo alguns autores de trabalhos acadêmicos, a definição de dançarino, é qualquer pessoa que dance, e bailarino é aquele que, além de dançar, possui qualidades e aptidões que o distingue dos demais na forma de um artista, sendo capaz de dançar obras coreogáficas.
Mesmo que se determine uma diferença significativa entre quem dança ballet (obra coreográfica) e quem dança livremente, isso não mudaria a importância que o homem tem dentro de todos os estilos de dança e, tampouco, afeta ou influencia a masculinidade do seu praticante.
Na história da dança, a figura masculina foi protagonista por um longo período da antiguidade, onde os homens interpretavam papéis importantes em danças cerimoniosas, guerreiras, religiosas e profanas. Porém, na idade média, foi instituída uma rigorosa divisão de classes sociais, que resultou na divisão da dança em quatro principais categorias: as campestres, de artesãos, burguesas (ou eróticas), e as da corte (nobreza); e foi esta última que fez nascer o ballet. Daí por diante, as classes nobres da Europa passaram a apreciar o ballet em casamentos e comemorações que fossem realizadas pela corte, até que o Rei Luís XIV (Rei Sol) mandou que construíssem a primeira Academia Real de Dança da Europa. Por volta do século XIX, com a magnífica habilidade de dançar sobre as pontas, as bailarinas, mulheres, tomaram por absoluto o cenário da dança. O homem, então, torna-se coadjuvante, servindo praticamente apenas como pouters (suporte) para as mulheres.
Nos dias de hoje, os homens voltam a tomar força nos palcos dos principais teatros e das grandes companhias de ballet, assumindo grandes papéis em peças e espetáculos, o que, porém, ainda não é o suficiente para a reversão do preconceito. Mesmo dentro das salas de aulas de Dança de Salão, onde a rejeição do público masculino é bem menor, ainda é muito comum encontrar mulheres dançando com mulheres, por falta de cavalheiros para fazerem os pares.
Para quem não sabe, as danças acadêmicas e suas derivações como a Dança Moderna, o Jazz ou até mesmo a própria Dança de Salão são construídas em cima de bases didáticas e posturas hierárquicas, onde o respeito e a dedicação são princípios importantíssimos, e a busca da perfeição é feita através de muito estudo e muita, mas muita repetição. O que, aliás, é o tipo de trabalho que não é qualquer um que agüenta! Tem que ser muito homem pra ser bailarino.
E é claro eu não posso deixar de falar da importância que a dança, seja ela qual for, tem para a saúde do corpo e bem estar do seu praticante, melhorando seu equilíbrio, tonificando suas musculaturas, dando-lhe melhor postura, resistência cardiorrespiratória e circulatória, musicalidade, coordenação motora, consciência corporal, força, flexibilidade, agilidade, desenvolvendo o trabalho em equipe, a expressividade corporal e melhorando seu intelecto artístico e cultural.
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Postado por: Ederson Porto
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